segunda-feira, 2 de junho de 2014

Descobertas



Recentemente descobri que sou romântica. Não, não esse romântica que você pensou. Sou romântica no sentido de idealizar o inatingível, principalmente o passado. Tenho lutado contra mim mesma para continuar, para não sair da trilha, do caminho. Tenho tentado, todos os dias, a não ser mais uma que desistiu. Eu não quero desistir, eu quero persistir, mas sempre tem um "mas". Tudo parece tão incerto e eu sou tão insegura... A Vida sabe disso e brinca comigo.
Meu corpo e minha mente pedem, imploram, férias. Às vezes sinto como se nada tivesse mais solução, e o perigo está aí. Quando achamos que nada mais tem solução, acreditamos nisso porque é mais fácil do que ir à luta. Eu sempre lutei, entretanto, a vida pesa, as responsabilidades pesam, a falta de grana pesa, a necessidade de estudar pesa.
Tento encontrar um pilar que me sustente, pois estou fraca demais para ficar em pé sozinha.
Lembro-me dos meus 14 anos e sinto falta deles. Como eu disse, me descobri romântica. Sinto saudade de quando criei o blog, de quando eu quase nada conhecia da vida e de quando eram poucas as decepções que eu vivia. Até hoje me lembro do dia que o criei, de quando escrevi meu primeiro texto. Tinha acordado atrasada e sem vontade de assistir aula, sentei no banco do pátio e escrevi um monte de besteiras num papel avulso. Aí nasceu meu refúgio. Por causa de uma ilusão, nasceu o que me faz respirar, esse blog. Aqui eu posso me expressar.
Sinto falta do tempo que tinha para postar, para escrever... Hoje me arrependo de todos os textos que apaguei por causa de ciúme. Sim, me arrependo porque eram os meus textos, que eu escrevi durante toda a minha adolescência. Eram as palavras que me fizeram crescer, que me ensinaram muitas coisas. Quando se escreve um texto, o autor não fica se lembrando da pessoa que o fez escrever, mas o que aquele texto ajudou na vida dele. O meu erro foi não ter explicado isso claramente.
Porém, há coisas que abdicamos para recebermos outras em troca. Recebi amor, carinho, afeto, tudo em um nível que eu não imaginava ser possível. Recebo sinceridade, amizade, companheirismo, força e paz todos os dias. E hoje, depois dos dezoito, creio ter encontrado o que poucos encontram: amor verdadeiro.
Aprendi que amar não é como nos contos de fada, nos quais existe um amor sem obstáculos, surreal. O amor é aprender a conviver, descobrir-se e descobrir o outro, é aceitar os desafios de um relacionamento por um sentimento, é querer vencer os obstáculos para estar com aquela pessoa. Amar é aceitar-se e aceitar o outro, é crescerem juntos com sinceridade e respeito, antes de qualquer coisa.
Descobri que, apesar de ser extremamente pessimista, vejo o mundo mais bonito do que a maioria das pessoas. Percebo os detalhes, dou valor às pequenas coisas, acho graça no que consideram horrendo. Apesar de todos os pensamentos de "não vai dar certo" e "não vou conseguir", eu estou aprendendo a lidar. E se realmente não der certo, tudo bem se eu o tiver.
Não é que não possamos viver um sem o outro, nem ao menos somos cada um uma metade, nós somos completos e vivemos muito tempo sem nos conhecer. Mas estarmos juntos torna a vida muito mais fácil de se suportar.

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