terça-feira, 22 de julho de 2014

Ídolos

De acordo com o Dicionário Aurélio, um ídolos são certas figuras que desfrutam de grande popularidade como artistas de cinema, jogadores de futebol, etc. Meus ídolos costumavam ser pessoas famosas, pessoas que eu não fazia ideia como eram no dia-a-dia nem de como eram suas histórias de vida. Pessoas para quem eu dava minha admiração, minha paixonite e, principalmente, meu dinheiro. Muito da vida dessas pessoas era resumido em sorte, não em esforço e estudo.
Hoje, meus ídolos não são mais os mesmos e muito menos morreram de overdose. Os meus ídolos são pessoas que realmente merecem a minha admiração, aqueles que eu nunca tinha parado para elogiar, agradecer e agradar. Tenho tanta honra em conhecê-los que preciso descrevê-los para vocês.
Minha mulher preferida de todos os tempos é uma das mulheres mais fortes no mundo. Aguentou calada anos de sofrimento e de dor, de humilhação, de tristeza e de medo. Lutou para cuidar de quem ama e de si mesma. Luta todos os dias, até hoje. Ela levanta cedo e vai atrás dos problemas inúteis dessa vida, mas ela sabe que isso não é tudo. Seus conflitos internos são bem maiores, mas ela aguenta a barra. Aguentou doenças, passou pelo câncer, e venceu, como ela sempre faz. Apesar dos obstáculos, ela sempre vence, sempre. Ela merece muito mais a minha admiração do que qualquer cantora adolescente ou atriz de meia-idade em pleno auge de sua carreira.
Meu outro ídolo tem mais ou menos as mesmas características dessa mulher, com exceção de ser homem (dã). Nunca vi em homem algum a dedicação e o amor desse para com sua família. A vontade de crescer sempre mais, de ser sempre honesto e carinhoso é contagiante. Me sinto excelentemente bem em sua companhia... Ele é quase como um pai. Quase porque a gente não pode considerar como pai um professor de matemática, não é? (Risos). Brincadeiras à parte, ele é um pai. Todos os conselhos, o jeito como percebe que não estou bem e sempre me ajuda, sendo na matéria ou não, é muito acolhedor. Ele é o meu segundo ídolo, pois minha admiração por ele é cada vez maior. É o tipo de pessoa que a gente sente honra por estar perto.
Meu terceiro ídolo, não por ordem de importância, é quem eu sempre quis encontrar na vida. Não que a minha vida tenha sido extremamente longa até aqui, mas ele é quem todas as mulheres no mundo querem encontrar. Talvez, pra você leitor, ele não seja o cara mais lindo do mundo, mas pra mim é muito mais que isso. Ele atinge o que chamamos de perfeição. Alguém assim chega a ser surreal, daí eu admirá-lo tanto e daí ele ser um dos meus ídolos. Pensar que eu, dentre tantas, o conquistei, é uma honra. Sempre sentimos isso quando estamos com quem admiramos... 
Acho que o sentimento mais nobre, afinal de contas, não é o amor. O amor falha, às vezes (quase todas) machuca, fere. A honra é um sentimento nobre porque te eleva à um estado que, apesar de você saber cada defeito da pessoa, você encontra muito mais motivos para admirá-la.
Depois de alguns anos a gente percebe que a futilidade da adolescência passa, nós amadurecemos e aprendemos a olhar para o mundo com outros olhos. Nós aprendemos que nem todo mundo tem o mesmo ideal de vida perfeita e nem todo mundo é infeliz, nem todo mundo é marcado por falsidade e violência, nem todo mundo é desonesto, nem todo mundo é como nós imaginamos. A única coisa certa é que nós só admiramos o que achamos difícil ou impossível de ser ou conquistar, nós só admiramos o que não somos ou que pensamos não ser. E, no final, o que sempre esperamos é que possamos ser iguais aos nossos ídolos.

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