quinta-feira, 15 de janeiro de 2015

Sobre ansiedade


Eu sou uma pessoa muito ansiosa, isso é fato. Minha mãe conta que quando eu era pequena e íamos viajar, eu passava a semana toda doente a espera do grande dia e, quando chegávamos ao local, eu ficava parecendo uma louca de feliz. Os anos passaram e isso não mudou muito não, mas os motivos da espera sim.
Há alguns anos, todo mês de janeiro é um martírio. A espera pelos resultados dos vestibulares me mata juntamente com o calor. Não há outra época do ano em que eu fique mais sem ideias, sem vontades e com sono. Parece que o mundo está parado e que as semanas não vão passar. A eternidade está logo ali.
O pior são as pessoas que vêm perguntar dos resultados, parece que o mundo inteiro está tendo uma crise de ansiedade. Eu gostaria de dar dicas de como lidar com ela, mas não consigo nem controlar a minha imagine então ajudar a controlar a dos outros. Não importa aonde eu esteja, ela está lá comigo. O sentimentalismo também me controla essa época do ano. Eu sempre fico cabisbaixa, triste, desanimada.
Obviamente eu não sou a única nessa situação, mas às vezes parece que sou. A gente se esforça o ano todo, luta, dá o seu melhor, é boa no que faz e no final, boa não é o suficiente. Você deve ser excelente! E ser excelente é difícil, principalmente quando se tem poucos recursos e muitas obrigações.
Lembro de uma época em que eu imaginava se era possível parar de pensar. Hoje eu sei que não o é, mas gostaria de todo o meu coração que fosse. Os pensamentos de injustiça, de ineficiência e de maus resultados predominam em minha mente e ela dói. É estranho que se fale dor na mente, mas é totalmente comum dizer dor no coração, mas em mim é a mente que dói. A consciência de que poderá tudo ser ainda mais difícil este ano, que o resultado é o mesmo daquele que recebi ano passado e que minha vida não irá mudar drasticamente de novo.
É triste e é cansativo. Eu tento ler, escrever, ouvir música, porém nada me faz esquecer. Até eu estou me tornando monótona, cansativa e chata. Quando saberei falar de outras coisas? Talvez eu nunca tenha a resposta.

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