sexta-feira, 9 de janeiro de 2015

Vida de cursinho

Li alguns textos e recordei-me de muitas coisas. Foram anos escuros, tristes, como uma tempestade. Ainda sinto o vento frio e a neblina sobre a minha vida. Uma vez alguém me disse que depois da tempestade sempre vem o sol, mas eu ando duvidando disso.
Prestei 10 vestibulares esse ano. Pensando nisso lembrei-me dos primeiros que fiz há quase quatro anos atrás, eu só tinha 15 anos e nem sabia o que queria fazer da minha vida. Havia tanta dor e decepção me cercando que eu não via sentido em pensar nesse tipo de coisa. O meu único desejo era completar 18 anos e ir morar sozinha.
Isso obviamente não se realizou. Talvez o destino achasse que eu deveria sofrer mais um pouco. Hoje, não sei dizer se as coisas melhoraram ou se pioraram ainda mais. As decepções deixaram de ser amorosas para serem profissionais. Penso que não há nada que fosse mais desejado em toda a minha vida quanto a vaga na faculdade, que talvez nem chegue esse ano.
O futuro é obscuro, o medo é evidente e eu não sei se devo sorrir ou se devo chorar. Não tenho mais vontade de estudar, me sinto perdida. Os vestibulares ainda não acabaram e eu já sinto que nada vai mudar.
Por que a espera pelos resultados parece ser eterna? Não sei se é a minha ansiedade ou se o tempo realmente está passando devagar. O quadro de Salvador Dalí faz todo o sentido agora. O calor é escaldante e o tempo passa arrastado.
Eu espero que o brilho do sol clareie os meus pensamentos e os meus sentimentos, que a dor acabe e que o ano seja diferente dos demais. E que haja luz.

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