sexta-feira, 17 de abril de 2015

Contagem



Depois de 19 primaveras completas (ou outonos), percebo que o mundo gira mais rapidamente do que eu imaginava. Eu fui e voltei de cidades, encontrei e desencontrei pessoas, sorri e chorei por motivos justos, e também injustos. Aos 19, continuo percebendo a diversidade de coisas e pessoas ao meu redor com uma enorme surpresa.
Dezenove não é um número que causa muito impacto ou que seja o limiar de algo como os quinze pra menina ou os 18 pra todo mundo, mas espera-se que com 19 você esteja pronto para aceitar a fase adulta, que esteja no caminho de uma profissão ou carreira, seja estudando ou trabalhando; espera-se que você cresça da noite para o dia. Se até pouco tempo você estava no colegial, compartilhando séries e filmes, se reunindo pra festa do pijama na casa de alguma amiga e marcando salgado na cantina pros pais pagarem depois, hoje você deve ser independente, aprender a se virar. Literalmente, aos 19, fui jogada pra fora do ninho, e, diga-se de passagem, de uma montanha muito alta.
Muita coisa eu já vivi. Conheci lugares incríveis, pessoas inesquecíveis e um amor pra vida toda. Aprendi com todos esses anos a amar, a cuidar e a preservar, a se esforçar pelos outros mais do que por mim mesma. Com esses 19 anos passados aprendi valores muito importantes, sendo os principais os da confiança e da lealdade. 
Eu ainda estou caindo, tentando bater as asas aos poucos, porém sentindo muita falta do antigo lar. Há muitos caminhos a seguir, o céu inteiro pra ser específica, e eu não sei qual ou quais trilhar. Há muito a aprender. Não sei nem se eu tenho como obrigação decidir agora, mas sei que preciso ou chegar ao chão ou voar o mais rápido possível.
Ao mesmo tempo que desejo ver tudo, desejo também descansar. Nunca obtive tanta coisa nova em tão pouco tempo, e como qualquer outra pessoa, isso me assusta, mas assusta de um jeito bom. O melhor de todos os presentes recebi da vida, a oportunidade de virar o jogo, de mudar tudo, de abrir a mente e de sorrir. Basta agora viver.

"Only know you've been high when you're feeling low, only hate the road when you're missin' home, only know you love her when you've let her go, and you let her go."

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